segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Lince Ibérico (Lynx pardinus)


O lince-ibérico (Lynx pardinus), também conhecido pelos nomes populares de Cerval, lobo-cerval, gato-fantasma, gato-cerval, liberne, nunca-te-vi, gato-cravo ou gato-lince, é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. Tem um porte muito maior do que um gato doméstico e o seu habitat restringe-se à Península Ibérica. Apenas existem cerca de cem linces ibérico em liberdade em toda a Península Ibérica. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal.

O Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico (CNRLI) está a tentar reintroduzir esta espécie selvagem nas áreas geográficas que já foram parte da sua distribuição, mas onde esta espécie se extinguiu.
Mais informações em:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Trilho da Lama

Domingo, 07 de Novembro de 2010, 07h54m e sob ameaça de chuva, arriscámos iniciar mais um track. Uma palavra associada á chuva é sem dúvida a palavra lama, e à lama é associado um percurso pelos lados de Vila do Conde: o famoso Raid da Lama!
A nossa ideia para complicar um pouco mais as coisas, foi nada melhor do que inverter o sentido do percurso e apanhar com umas subidas bem puxadinhas… ainda bem que assim foi pois a Superlight ainda está em testes de desempenho… diga-se de passagem, uma autêntica cabra a subir!
Apesar de todas as expectativas meteorológicas, o nosso amigo sol acabou por nos congratular e espreitar timidamente, criando ainda assim as condições ideais para uma esplêndida manhã de btt… com muitas subidas e médias de andamento muito interessantes sobre imensas paisagens bucólicas!
Como companheiro de percurso tive o Mário, que uma vez mais me acompanhou numa aventura do track’s!

sábado, 6 de novembro de 2010

Trilho das Raízes

Sábado, 06 de Novembro de 2010, 14h07m e inicio uma singular actividade de exploração!
O destino era explorar novos percursos para os lados de Bagunte e ao mesmo tempo efectuar a rodagem da minha nova montada… uma Santa Cruz Superlight!
Os raios de sol lutavam contra as nuvens que teimavam em reinar, criando as condições ideais para eu aguentar o frio que se fazia sentir… se bem que, quando me encontrava no meio da luxuriante vegetação o frio tranformava-se em humidade que criava musgos e líquenes que cobriam as imensas raízes das árvores! Chegado à abandonada cividade, olhei para os antigos muros tentando imaginar o corrupio de pessoas a circular pela bielas, os bois que puxavam os pesados carros de madeira por entre galinhas tontas, os gritos das crianças que brincavam nas soleiras das portas e o fumo emanado pelas antigas coberturas de colmo… No horizonte, bem lá no fundo, observei o imenso mar e o reflexo nas suas águas do meu amigo sol que uma vez mais estava de partida!
Neste dia, recordei os bons velhos tempos quando, nos fim-de-semana, aproveitada a tarde de sábado para vaguear com a minha antiga SC Blur pelos monte e vales da Estrela. A minha chegada a casa era sempre sinal de imensa alegria, pois mais uma vez chegava são e salvo…! Após o banho retemperador que sempre se seguia, repousava junto à lareira que crepitava a chamar por mim, quando os meus olhos ludibriados pelas chamas facilmente se deixavam conquistar por um doce e profundo sono!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Trilho do Pilar

Domingo, 24 de Outubro de 2010, 9h11m e estávamos prontinhos para mais uma aventura para os lados de Santo Tirso, quando umas gotículas começam a cair do céu. Todos ficámos apreensivos, mas felizmente tratavam-se apenas de umas pinguinhas de água benta como de um baptismo se trata-se… mas o nosso baptismo iria ser bem mais duro!
Após as últimas verificações, lá fomos nós serra acima enquanto alguém gritava “abam alas”…
A subida de si bastante exigente tornou o aquecimento demasiado rápido e violento, tão violento que o Pinhel nem fôlego tinha para reclamar com o declive, apenas deu os pequenos suspiros já próximo do final da subida… mas ainda assim, muito aquém do que nos habituou!
Neste dia, bem estava o Mário que após ter recebido uma valente descarga eléctrica conseguia subir todos os desníveis sem grande dificuldade em modo eléctrico, parecia um “híbrido”!
Uma vez no topo da montanha, rumámos até à nascente do rio Ave e logo de seguida para o Monte do Pilar, que é um enorme monte onde se situa o esporão maciço montanhoso conhecido por "Laje Grande", considerado o maior da Península Ibérica. Trata-se de um “penedo colossal, de flancos escarpados e dorso levemente escarpado” que divide as bacias dos Rios Ave e Cávado.
Já no alto do Pilar, junto às instalações militares da Força Aérea Portuguesa que aí tem uma esquadra de detecção e alerta do espaço aéreo português, houve tempo para um pequeno abastecimento e para observação da colossal paisagem que nos rodeava. Em dias límpidos, é possível ver o mar bem como as cidades da Póvoa do Varzim e de Vila do Conde.
O caminho de regresso foi realizado por circuitos florestais divinais, gentilmente seleccionados pelos nossos guias de percurso, uns tais que abrem alas e que todos os fins-de-semana animam os trilhos pelos lados de Santo Tirso, com boa disposição e companheirismo.
Como companheiros de percurso tive o Daniel, o Pinhel, o Mário e nove elementos do grupo de BTT - Abram Alas (
www.abramalasbtt.blogspot.com). A todos bem hajam pela vossa companhia.
O track’s voltará certamente a estas paragens… até breve!

sábado, 23 de outubro de 2010

PR9 - Trilho dos Canos de Água

Sábado, 23 de Outubro de 2010, 14h19m e não aguento a imensa vontade de pôr as botas no monte e explorar novos trilhos… e assim fui para os lados de Viana do Castelo.
O percurso teve início junto ao templo de Santa Luzia, seguindo depois por um caminho florestal que nos levou até dois arcos pedra, Arcos do Fincão, utilizados para passagem de água captada nas minas da serra e que ainda hoje continuam a abastecer a população. Após a passagem dos arcos, o percurso seguiu por cima do cano de granito, permitindo-nos observar o mar ali tão perto e acariciar o nariz com os imensos aromas da serra.
Lá no alto uma pequena paragem na zona da Azenha Velha onde se espreitaram as envergonhadas quedas de água que se escondiam através da vegetação e que corriam pelo granito rompendo de dia para dia sulcos cada vez mais fundos… Lá diz o venho ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”!
Pouco tempo depois atingiu-se o lugar de S. Mamede, com a sua capelinha, porta de entrada para o fantástico lugar de “Aldeia Velha” onde a arquitectura das casas nos fez regressar ao passado em que as habitações eram inteiramente construídas em granito e madeira… adorei ver este lugar tão bem recuperado e em plena harmonia com a natureza que o envolve com os muros carregados de musgo e a linha de água que serpenteia por entre os muros de pedra cortando o silêncio do local, onde se pensa em tempos ter sido um retiro de monges.
De seguida passou-se pelo marco geodésico da “Bouça do Frade” até chegar ao “Alto do Frade”, onde no edifício aí abandonado, esteve para ser instalado um posto de controle aéreo durante a 2ª Grande Guerra - Casa do Radar (casinha dos aviões), local onde se pode desfrutar de uma vista panorâmica sobre a cidade de Viana e o vale do Rio Lima.
Já próximo do final do percurso deu-se a passagem pela casa florestal da “Carreira de Tiro” onde as folhas secas das árvores começavam a cobrir o terreno mostrando-nos os tons de Outono. Mais à frente a “citânia de Santa Luzia”, um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal.
A paragem das botas deu-se então junto à basílica onde os alongamentos finais deram por terminada mais uma aventura…
Desta vez e como estreia, tive como companhia a Susana que mostrou estar apta a futuros desafios do track’s…

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Trilho Inca

"Dia 16-10-10 foi um daqueles dias que a gente dificilmente esquece… a hora marcada apareceram muitos, demasiados, todos com a mesma cede de conhecer um pouco mais daquela serra, todos famintos de paisagem deslumbrantes, todos com o mesmo propósito; a partilha de emoções no mais belo cantinho de Portugal. Os caminheiros tentaram sempre que possível caminhar em fila indiana, respeitando assim os trilhos seculares que ali existem e evitando desta forma danificarem a flora. Caminhamos do princípio ao fim em trilhos sem corta-mato o que me alegra imenso, pois desta forma poderemos manter os trilhos que outrora foram muito utilizados. A zona de Fafião é rica em trilhos, prados, currais cabanas de pastores que convidam ao repouso por isso mesmo após a passagem da Quina das Agulhas fomos brindados com a magnífica represa do Porto da Lage e repousamos no Curral da Touça que fica a 7,7km da aldeia. Após um bom repouso começamos lentamente com todo o tempo do mundo a caminhar por entre o vale do Rio Laço… Do nosso lado direito o Alto de Ovos, altivo vigiava os nossos passos, do lado esquerdo a Sesta da Amarela timidamente nos acariciava do olhar e o Estreito a nossa frente a desafiar a nossa passagem… O trilho mantinha-se ainda muito limpo, não tivemos nenhuma dificuldade até chegarmos ao Curral do Rio Laço em que a vegetação densa, agora queimada recobre grande parte do curral. Aí iniciamos a grande ascensão por um trilho muito pouco trilhado mas que continua lá, as mariolas comprovam a sua existência. Chegando a Corga de Vale longo fomos em direcção a Cabana da Amarela, uma das mais belas “varandas” ou “terraços” do Gerês. Uma pausa para um lanche e lá continuamos agora a descida pela cumeada dos Bicos Altos - esplêndida descida. Incrível mesmo é como aqueles pastores venceram a montanha esculpindo trilhos de pé posto onde parecia que não haveria possibilidade de passagem. Essa descida levou-nos a um dos Prados mais belos do Gerês, ancorado numa pequena arena ou circo, resistiu ao fogo que o ameaçou há uns meses atrás. Incrível o poder que a natureza tem de se regenerar. O facto de nesse prado estar num pequeno circo, a maior parte dos montanheiros que ali passam nem se apercebem da passagem para o seu interior o que faz deste prado, um prado muito pouco visitado e muito pouco conhecido a não ser pelos pastores daquela serra. Após um pequeno repouso lá continuamos a nossa descida agora pela Carvalhosa, Pousada, Salgueiros e finalmente o Rio Fafião, antes de atacarmos a recta final e subirmos até Fafião. Foi um dia fantástico com um tempo fantástico e com um percurso soberbo. A boa disposição, alegria e bem-estar foi uma constante na caminhada.
Obrigada pela vossa companhia, obrigada por me ajudarem a manter aqueles trilhos activos."

Montanheiros participantes: pitões, almocreve, peregrino, coura, tília, sequoia, pé de chumbo, pé posto, folha-de-coca, vibora negra, medronho, castor, avelã, messe, amarela, coxo, meruje, rio, celta, white angel, rocas, pantera, andarilhus, e os caloiros...
Texto de White Angel