segunda-feira, 20 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Trilho dos Cydonia
Domingo, 5 de Setembro de 2010, 8h12m e começa mais uma aventura por terras da Maia… claro está que o nosso guia foi o Mário que logo de início nos prometeu um objectivo e um docinho, veio-me logo à ideia um enorme pão “homme made” cheio de passas e pepitas de chocolate!!!
O percurso em parte era já conhecido, melhorado no entanto visto ser a primeira vez que andava por aqueles lados sem poças intermináveis de lama, desta vez quem reinava era o pó e o calor…
Passados os trilhos conhecidos mais uma vez improvisou-se um percurso e numa parte apertada entre dois muros de granito ao passar por baixo de uma qualquer sombra eis que alguém ou algo me dá uma valente pancada na cabeça, ou melhor, no capacete! Por breves momentos pensei, este terreno é privado e acabei de lavar com uma marretada do dono do mesmo pois estamos a invadir a sua propriedade! Olho para trás e o Daniel também ele se queixa do mesmo, acaba de levar com uma marretada no capacete... conclusão, não era o dono de terreno algum que nos estava a atacar mas sim uns corpulentos “Cydonia oblonga” que pendurados nos ramos defendiam o seu território…
Recuperados do ataque sofrido é a nossa vez de atacar o cume de Sta Eufémia… e que ataque custoso pois o calor dificultou um pouco a nossa ascensão até ao cume, tendo o grupo chegado ao cimo todo esgazeado… valeu-nos uma pequena recuperação gastronómica para repor as forças necessárias para o regresso!
Quanto ao doce que nos esperava… esse acabou por não aparecer! Ficará para a próxima…?! Aposto que o Mário ainda deve andar a ler as instruções da padaria plástica!
O percurso em parte era já conhecido, melhorado no entanto visto ser a primeira vez que andava por aqueles lados sem poças intermináveis de lama, desta vez quem reinava era o pó e o calor…
Passados os trilhos conhecidos mais uma vez improvisou-se um percurso e numa parte apertada entre dois muros de granito ao passar por baixo de uma qualquer sombra eis que alguém ou algo me dá uma valente pancada na cabeça, ou melhor, no capacete! Por breves momentos pensei, este terreno é privado e acabei de lavar com uma marretada do dono do mesmo pois estamos a invadir a sua propriedade! Olho para trás e o Daniel também ele se queixa do mesmo, acaba de levar com uma marretada no capacete... conclusão, não era o dono de terreno algum que nos estava a atacar mas sim uns corpulentos “Cydonia oblonga” que pendurados nos ramos defendiam o seu território…
Recuperados do ataque sofrido é a nossa vez de atacar o cume de Sta Eufémia… e que ataque custoso pois o calor dificultou um pouco a nossa ascensão até ao cume, tendo o grupo chegado ao cimo todo esgazeado… valeu-nos uma pequena recuperação gastronómica para repor as forças necessárias para o regresso!
Quanto ao doce que nos esperava… esse acabou por não aparecer! Ficará para a próxima…?! Aposto que o Mário ainda deve andar a ler as instruções da padaria plástica!
Marmelo - Cydonia oblonga
domingo, 22 de agosto de 2010
Trilho do Avus
Domingo, 22 de Agosto de 2010, 8h51m e está novamente reunido um pelotão para uma actividade pelas margens do Rio Ave, rio que nasce a mais de mil metros acima do nível do mar.
A este rio, Ptolomeu, nas suas andanças geográficas, ou no que lhe contaram no meio delas, chamou-lhe Avus, mas por outro lado o nome pode ter sido bem encontrado, depois, numa saudação romana, que se tornou vocativo de oração (Ave). Ora, há quem defenda terem sido os romanos que o baptizaram, ao saudá-lo com o Ave latino, deslumbrados com beleza que este efluente emanava.
Após algum tempo de paragem já estava com imensa saudade de voltar aos trilhos e apreciar o toque e o encanto da natureza no seu mais puro estado, finalmente voltei a sentir o pó e os ramos molhadas que nos saudavam batendo nos nossos braços à nossa passagem… e o rio, esse fantástico rio abandonado e mal tratado por muitos, ainda assim retribui a quem o visita paisagens de encantar…
Como companhia tive mais uma vez o Mário e o Pinhel, que tal como eu já estavam com saudades de por rodas aos trilhos… pois acredito que o Pinhel tivesse já com saudades de reclamar com as subidas e os rumos tomados, e o Mário com saudades de passar duas horas a limpar a bicicleta, para logo a sujar nos primeiros minutos do percurso…
E foi assim passada uma manhã domingueira pelas zonas do Avus!
A este rio, Ptolomeu, nas suas andanças geográficas, ou no que lhe contaram no meio delas, chamou-lhe Avus, mas por outro lado o nome pode ter sido bem encontrado, depois, numa saudação romana, que se tornou vocativo de oração (Ave). Ora, há quem defenda terem sido os romanos que o baptizaram, ao saudá-lo com o Ave latino, deslumbrados com beleza que este efluente emanava.
Após algum tempo de paragem já estava com imensa saudade de voltar aos trilhos e apreciar o toque e o encanto da natureza no seu mais puro estado, finalmente voltei a sentir o pó e os ramos molhadas que nos saudavam batendo nos nossos braços à nossa passagem… e o rio, esse fantástico rio abandonado e mal tratado por muitos, ainda assim retribui a quem o visita paisagens de encantar…
Como companhia tive mais uma vez o Mário e o Pinhel, que tal como eu já estavam com saudades de por rodas aos trilhos… pois acredito que o Pinhel tivesse já com saudades de reclamar com as subidas e os rumos tomados, e o Mário com saudades de passar duas horas a limpar a bicicleta, para logo a sujar nos primeiros minutos do percurso…
E foi assim passada uma manhã domingueira pelas zonas do Avus!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Aldeia da Pena
A Aldeia da Pena é uma das aldeias preservadas de Portugal. Fica encrava no sopé de dois montes da serra da Arada, entre os rios, Vouga e Paiva. A construção das casas é quase exclusivamente de xisto e lousa.
Existem não muito mais do que vinte e duas casas e a população não vai além de dez pessoas, quase todas idosas. A dureza da serra, o isolamento, ditaram o abandono dos seus habitantes...
É sem dúvida, uma das aldeias mais características de Portugal no seu estado mais puro.
Existem não muito mais do que vinte e duas casas e a população não vai além de dez pessoas, quase todas idosas. A dureza da serra, o isolamento, ditaram o abandono dos seus habitantes...
É sem dúvida, uma das aldeias mais características de Portugal no seu estado mais puro.
A lenda que está na origem do nome Pena:
Existia uma serpente com muitas dezenas de metros que quando tinha sede ia beber à ribeira e quando tinha fome exigia um boi dos habitantes da aldeia, ameaçando-os se tal não fizessem. Até que acabaram os bois da aldeia e a serpente começou a comer os habitantes, sendo dados à sorte para ver quem seria o próximo. Sempre que a serpente comia uma pessoa, os outros diziam: - Que pena! Que pena!. Surgindo assim o nome da Aldeia da Pena.
Conta-se também, que um certo barbeiro que estava apaixonado por uma rapariga que iria ser devorada pela serpente, espalhou lâminas pela ribeira, cortando assim a serpente, matando-a.
Existia uma serpente com muitas dezenas de metros que quando tinha sede ia beber à ribeira e quando tinha fome exigia um boi dos habitantes da aldeia, ameaçando-os se tal não fizessem. Até que acabaram os bois da aldeia e a serpente começou a comer os habitantes, sendo dados à sorte para ver quem seria o próximo. Sempre que a serpente comia uma pessoa, os outros diziam: - Que pena! Que pena!. Surgindo assim o nome da Aldeia da Pena.
Conta-se também, que um certo barbeiro que estava apaixonado por uma rapariga que iria ser devorada pela serpente, espalhou lâminas pela ribeira, cortando assim a serpente, matando-a.
Este é um dos proximos destinos do track's...
Trilho dos Ulex europaeus
Sábado, 3 de Julho de 2010, 7h39m e regresso finalmente aos verdadeiros trilhos, desta vez desafiado por um track de um lobo solitário que em tempos vagueou pelos lados da Serra da Cabreira!
O local escolhido para início de percurso foi a localidade de Salomonde, próximo da barragem do mesmo nome…
Após uma curta e rápida subida em betuminoso para aquecimento de motores toca a descer para a zona da barragem dando-se então o óbvio aquecimento de discos… o nosso colega Myrage fez questão de acordar a passarada toda com o seu disco traseiro a chiar por todos os lados, na proporção inversa da eficácia de travagem… discos leves e bonitos mas pouco eficientes!
Bom, próximo da linha de água da barragem, pensávamos nós, iríamos usufruir da beleza da paisagem… e tal aconteceu durante alguns metros pois a seguir esperávamos os Ulex europaeus que durante cerca de três quilómetros nos chicotearam as canelas… este foi o nosso primeiro cabo das tormentas!
Finalmente conquistada a famosa Ponte da Mizarela e contemplado o seu singelo e particular traço arquitectónico, dá-se a subida até Ferral, seguida de uma subida quase pedestre até Lamalonga, seguida de uma subida até Linharelhos, depois mais uma subidita já em estradão até à zona do Trovão donde contribuímos com o nosso suor para o nascimento do Rio Ave e daí mais uma subida até aos três fojos de lobo da Cabreira (Fojo da Ribeira, Fojo de Campos e Fojo Novo), dispostos numa mesma cumeada… um autêntico pente fino usado em outros tempos para caçar o lobo ibérico. Bom nessa altura, já só nos faltava mesmo subir mais um bocadinho até atingir finalmente o alto da Serra da Cabreira, levantar os braços ao céu e dar um grito interior de alegria… cume atingido!
Apesar do extremo calor que se fez sentir, da falta de preparação, dos poucos mantimentos com que enfrentei a batalha, e da escassez de água, tinha finalmente chegado ao cume não em primeiro, mas de igual modo vitorioso!
Depois do cume, restou-nos novamente aquecer os travões e gastar as restantes energias até Salomonde…
Como companhia tive mais uma vez o Mário e o regressado Myrage. Quanto à Cabreira ficou a vontade de regressar em breve com um trabalho de casa mais bem realizado e com ração de combate reforçada…
O local escolhido para início de percurso foi a localidade de Salomonde, próximo da barragem do mesmo nome…
Após uma curta e rápida subida em betuminoso para aquecimento de motores toca a descer para a zona da barragem dando-se então o óbvio aquecimento de discos… o nosso colega Myrage fez questão de acordar a passarada toda com o seu disco traseiro a chiar por todos os lados, na proporção inversa da eficácia de travagem… discos leves e bonitos mas pouco eficientes!
Bom, próximo da linha de água da barragem, pensávamos nós, iríamos usufruir da beleza da paisagem… e tal aconteceu durante alguns metros pois a seguir esperávamos os Ulex europaeus que durante cerca de três quilómetros nos chicotearam as canelas… este foi o nosso primeiro cabo das tormentas!
Finalmente conquistada a famosa Ponte da Mizarela e contemplado o seu singelo e particular traço arquitectónico, dá-se a subida até Ferral, seguida de uma subida quase pedestre até Lamalonga, seguida de uma subida até Linharelhos, depois mais uma subidita já em estradão até à zona do Trovão donde contribuímos com o nosso suor para o nascimento do Rio Ave e daí mais uma subida até aos três fojos de lobo da Cabreira (Fojo da Ribeira, Fojo de Campos e Fojo Novo), dispostos numa mesma cumeada… um autêntico pente fino usado em outros tempos para caçar o lobo ibérico. Bom nessa altura, já só nos faltava mesmo subir mais um bocadinho até atingir finalmente o alto da Serra da Cabreira, levantar os braços ao céu e dar um grito interior de alegria… cume atingido!
Apesar do extremo calor que se fez sentir, da falta de preparação, dos poucos mantimentos com que enfrentei a batalha, e da escassez de água, tinha finalmente chegado ao cume não em primeiro, mas de igual modo vitorioso!
Depois do cume, restou-nos novamente aquecer os travões e gastar as restantes energias até Salomonde…
Como companhia tive mais uma vez o Mário e o regressado Myrage. Quanto à Cabreira ficou a vontade de regressar em breve com um trabalho de casa mais bem realizado e com ração de combate reforçada…
domingo, 4 de julho de 2010
Especiaria musical...
Para melhorar o aroma deste blog, aceitei o desafio de exploração de novos condimentos e eis o resultado... blog temperado com gostinho musical, basta clicar no play e deixe-se conduzir pelos sentidos...

Sempre a pensar em si... e em mim!
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